Deu branco - e agora?

POR Thalita Mirkiewiecz 01/08/2011

Essa expressão é utilizada muitas vezes em diversas situações, mas pode ser evitada por meio do método utilizado para o estudo.

ShutterstockQuantas vezes escutamos pessoas dizendo que estudaram para uma avaliação, mas, na hora da prova, esqueceram de tudo.

Antes de entendermos porque acontece isso devemos compreender que existem três tipos de memórias: recente, intermediária e permanente.

A memória recente pode apagar-se em segundos ou permanecer por até seis horas. Quando alguém nos pede uma caneta emprestada e naquele momento a emprestamos, ou quando pedimos licença para alguém, estamos utilizando a memória recente.

Já a memória intermediária permanece somente até quando sentimos a necessidade de guardá-la, ou seja, até quando for útil. Por exemplo, você memorizou o telefone de um colega de classe no 6º ano, mas no outro ano ele teve que sair da escola e vocês nunca mais se viram. Com o passar dos anos você provavelmente não se lembrará do número de telefone dele, pois não terá mais utilidade.

Por trás da memória permanente estão as grandes emoções vivenciadas em eventos como uma formatura, um passeio com pessoas queridas, ou seja, um momento especial.

Você pode escolher qual memória utilizará para estudar ou decorar, e é isso que determinará seu processo de aprendizagem.

Quando você não está muito interessado no assunto e estuda como mera obrigação, mesmo que passe um dia inteiro estudando, o conteúdo não ficará por mais de seis horas em sua memória.

Isso ocorre porque o cérebro interpreta que a informação não serve para nada, portanto, armazenará os dados por pouco tempo.

Então o primeiro passo é saber como se comportar no momento de estudar. Por mais que não consiga interessar-se pelo conteúdo, se esforce para colocar frases positivas em sua mente: “Esse estudo vai me ajudar a tirar uma boa nota na prova.” “Estudando eu poderei ter mais conhecimento e informações existentes no mundo!”

Mas não adianta somente pensar nas frases, você deve colocá-las em prática também. Sinta a emoção positiva em suas frases. Durante o estudo, vivencie cada palavra.

Encontre um lugar favorável à sua concentração para estudar. A falta de concentração é um dos principais problemas para a memorização. Lembre-se, mantenha o foco no que está fazendo!

Tudo que está registrado no seu cérebro possui imagem, som e sensação, e está localizado em partes diferentes do cérebro, portanto nunca se deve estudar somente de uma maneira, pois se algo de errado ocorrer com aquela parte do cérebro o branco com certeza aparecerá!

Por exemplo: Você estudou para prova lendo em voz alta, mas não grifou nada, não resolveu novamente os exercícios, nem pesquisou em outras fontes sobre o assunto. Na hora da prova é normal a adrenalina ser liberada por todo o corpo. Se um pouco dessa adrenalina parar justamente no local onde está localizada a memória auditiva, ela anestesiará aquela região.

Existem algumas coisas que precisamos decorar, não é somente entender, mas sim memorizar. Para algo ser memorizado o cérebro precisa receber a observação e a associação com algo. Quando nos lembramos de algo, subconscientemente os associamos a outro fato qualquer.

Quando utilizamos leituras repetidas para memorizar, somente metade do conteúdo é retido, o resto perde-se em apenas duas horas depois de memorizado.

Memória, observação e atenção andam de mãos dadas. É difícil lembrar-se de qualquer coisa que não se observa, assim como é difícil observar ou lembrar-se de algo em que não se está interessado em lembrar.

Se quiser melhorar logo sua memória, force a si mesmo a observar qualquer coisa que se deseja recordar.

Para memorizar palavras, frases ou até números é importante desenhá-los em sua mente de uma maneira ilógica, ou seja, que saia do padrão real.